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segunda-feira, 21 de março de 2016

TELEPATIA? NÃO, É SÓ O EFEITO “QUAL É A MÚSICA”. Isso já aconteceu com você?

Ao mestre, com carinho: transmissão de pensamento ou telepatiaO chefe se levanta, dá dois passos e observa: “Sabe que me deu vontade de ouvir uma música?”
Sem titubear, respondo: “Ao mestre, com carinho”.
Congelado, atônito, ele pergunta: “Como você chegou à conclusão de que era essa a música?”
Caramba! Eu sabia a música porque também estava com vontade de ouvi-la. Sabia, também, o porquê de nós dois querermos ouvir a mesma canção, que não toca nas rádios (nem em filmes ou novelas) hoje, mas já fez muito...
sucesso.
A explicação é simples. Trabalhamos com fundo musical. Em dois acordes ouvidos segundos antes, exatamente iguais aos primeiros da velha canção, na mente recordei a continuação da melodia: lalalaraaaá, lá, laralá... e fiquei frustrada.
Enquanto curtia minha frustração, veio a pergunta. Ele não sabia o que lhe trouxe a recordação, mas as duas notas foram tocadas exatamente iguais à saudosa música tema do filme, que assisti (assistimos) várias vezes.
Música: transmissão de pensamento
Não houve transmissão de pensamento, leitura de mente, telepatia, nada de extraordinário, sobrenatural ou bruxaria. Apenas o efeito “Qual é a música?”, que ocorria no programa apresentado pelo Silvio Santos. Dois acordes bastam para ressuscitar melodias marcantes. É o que ocorre, também, na brincadeira em que alguém elege uma palavra e os outros têm que cantar uma música.
Em geral, não percebemos o gatilho que nos traz lembranças e sensações do fundo da alma (ou do subconsciente). Aroma, som, gesto, forma, cor, frase, sabor, sombra, brilho, toque. Associamos emoções e sensações aos nossos sentidos e, via de regra, a coisa flui naturalmente, sem nos darmos conta do que aconteceu.
Neste caso, a passagem se deu, para mim, de forma consciente. Se não desmistificasse o fenômeno (natural), como explicaríamos a “adivinhação” e a “coincidência”?
Com certeza, sem uma explicação lógica e razoável, estaria em palpos de aranha (*).
(*) Eu disse “palpos de aranha”, mesmo. Dê uma olhadinha na postagem É ERRADO DIZER PAPOS DE ARANHA? ERRADO ESTÁ QUASE TODO MUNDO: CUSTA PESQUISAR UM POUQUINHO?, disponível em http://gramaticaequestoesvernaculas.blogspot.com.br/

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Maria da Gloria Perez Delgado Sanches 

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

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Nada vale um coração tranquilo.

Quem sou eu

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Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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